É fato que temos vários tipos de personalidades em nossas organizações, e alguns destes tipos se destacam por características específicas. O “puxa saco”, o “duas caras”, o “mala” etc. E tudo isso parece muito engraçado e pitoresco, mas quando temos o dever de entender e lidar com estas personalidades o assunto fica sério. Compreender o ambiente dos relacionamentos é essencial para o sucesso do líder. Portanto, identificar e classificar cada perfil vai ajudar a definir o seu comportamento em relação a cada um deles.
Após um bate-papo com meu amigo Leonardo Leão sobre a fauna corporativa, resolvi criar um gráfico que ilustra bem estes aspectos organizacionais sob o ponto de vista da Caverna do Dragão. Vejam só:
Dividimos os perfis segundo o conhecimento (Sabe/Não sabe), e segundo a vontade de contribuir (Quer/Não quer). Então seguem os quatro tipos.
Hank (quer e sabe): Ele é o líder do grupo e usa um arco com uma flecha multiuso que faz praticamente tudo. Este perfil deve ser preservado em sua equipe, pois resolve os problemas, está motivado e estimula toda a equipe a caminhar com ele. Trate bem esta pessoa.
Mestre dos Magos (sabe, mas não quer): Ele sempre dá “ótimos” conselhos ao grupo de aventureiros, mas quando se precisa dele ele some. Tem poderes especiais que ninguém mais tem e que, segundo ele, podem resolver qualquer problema. Este é um perfil que você deve aprender a usar estrategicamente em sua equipe. Ele geralmente é considerado formador de idéias, mas se considera bom demais para ajudar. Pode ser um veneno perigoso. Para quem olha de cima ele é um recurso precioso em sua equipe, mas no fundo você gostaria de se livrar dessa bomba, pois nunca sabe realmente se pode contar com ele na hora da aperto.
Bobby (quer, mas não sabe): Ele é entusiasmado e sempre se mete a valentão para ajudar os aventureiros, mas muitas vezes acaba atrapalhando. Sua arma é poderosa, mas ele ainda não sabe lidar direito com ela. Este perfil deve ser mantido na equipe. Invista nesta pessoa e terá um “Hank” em breve.
Uni (não sabe e não quer): Ela apareceu do nada no grupo e sempre atrapalha a turma a voltar pra casa. Com um jeitinho tosco, acaba metendo todo mundo em confusão. Dizem que ela tem um poder… qual? Bem, livre-se desta pessoa, pois “muito ajuda quem não atrapalha”. Ela desagrega a equipe e você ainda precisa contabilizar esta pessoa como recurso.
É isso. Apreciem com moderação e façam suas adaptações.

Fantástico !!!
O pior é que encaixa perfeitamente nas equipes de hoje. Lidar com essa “fauna” tão diversificada é que são elas.
Adorei o texto Ítalo. Excelente analogia.